Fique por Dentro

Como é ser parte da maior minoria do mundo em tempos de pandemia

Secretário Nacional da Pessoa com Deficiência do Solidariedade
Publicado em: 01/junho/20   |   Autor: Paulo Pequeno

A pandemia causada pelo coronavírus certamente trará impactos e transformações no modo como vivemos e nos relacionamos. As atitudes individuais terão consequências globais e a pessoa com deficiência tende a enfrentar uma série de obstáculos devido à falta de orientação, assistência e cuidados necessários de acordo a sua autonomia.


Durante muito tempo, o tema pessoas com deficiência no Brasil ficou sob o silêncio político e do aparato legal, ainda vivemos sequelas desse período de vista grossa e pouco investimento na ciência. A proteção dos direitos de cidadania das pessoas com deficiência, dependia, na maioria das vezes, da caridade, do assistencialismo e dos cuidados familiares.


Ser parte da maior minoria do Brasil, me faz refletir sobre a minha infância, quando a deficiência ainda era entendida como uma expressão do azar e de tragédia pessoal e familiar. Mas nos dias atuais, tenho percebido que avançamos bem no processo de inclusão e acessibilidade,  embora ainda  exista muito espaço para avanço, as ferramentas políticas e organizações sociais já entendem que a deficiência se tornou uma questão a ser enfrentada pela sociedade em busca de direitos/deveres e pela necessidade de adequações dos ambientes em geral.


Não somos excepcionais, especiais, incapazes ou heróis, temos visto pessoas com deficiência criarem oportunidades, superando essa situação e se destacando em diversas áreas, seja no trabalho home office, na educação (vídeo aula), no esporte (atividades físicas e jogos eletrônicos), nas artes (pinturas e artesanatos), em projetos sociais, o que não faltam são exemplos de coragem, dedicação e persistência.


Desejo que, esse seja um momento de reflexão para a sociedade perante a maior prova de desigualdade social do mundo, poucos tem muito e muitos tem pouco, e que as diferenças que formam a maior minoria do mundo, “as pessoas com deficiência’’, que querem levar uma vida autônoma e livre, não sejam deixadas para trás. Que tenhamos uma sociedade mais justa e solidária, no que tange a igualdade de direitos, deveres e oportunidades, sempre em busca de um mundo bom, saudável e feliz.

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