Fique por Dentro

Veja como são feitas as pesquisas eleitorais

Um homem entrevistando uma moça para pesquisa eleitoral.
Publicado em: 30/janeiro/20   |   Autor: Laura Luz

As pesquisas eleitorais fazem parte da política até mesmo fora das épocas de eleições - como para analisar a aprovação ou rejeição de uma pessoa já eleita. Neste ano, teremos eleições municipais, e as pesquisas ajudam a compreender como pensam os eleitores, quem têm mais intenções de votos e, consequentemente, mais chances de ganhar. Mas você sabe como funciona uma pesquisa eleitoral? 

Entenda o processo:


Início da pesquisa

Entidades ou empresas podem encomendar uma pesquisa eleitoral para determinado instituto. A instituição contratada faz a definição da amostra, ou seja, definem e separam grupos com características específicas (localidade, idade, gênero, escolaridade, renda, etc.), que deverão representar proporcionalmente todos os eleitores do país.

A segunda parte é decidir quantas pessoas participarão. Geralmente, esse número varia entre 2 mil a 4 mil pessoas, tendo em comum as características que definem cada grupo escolhido. O perfil dos eleitores que participam das pesquisas costuma ser selecionado a partir de banco de dados do IBGE e Justiça Eleitoral.


Entrevista

Depois de definir a amostra, começam as entrevistas para recolher as informações de interesse da pesquisa. Elas podem ser feitas em residências, nas ruas ou em pontos estratégicos de fluxo de pessoas. Nessas entrevistas, são aplicados questionários com perguntas diretas sobre os candidatos, as eleições e/ou em quem os entrevistados votarão. 

O mesmo questionário deverá ser aplicado a todos os participantes da pesquisa e ter duas perguntas principais: espontânea e estimulada.

Espontânea: o entrevistador pergunta sobre a intenção de voto sem citar o nome dos candidatos. Por exemplo: “Em qual candidato você pretende votar?”

Estimulada: o entrevistador oferece opções para o entrevistado escolher um candidato entre os nomes citados pela pesquisa. Por exemplo: “Entre esses candidatos, em qual você votaria?”

Para não influenciar o eleitor, os nomes dos candidatos da pergunta estimulada são mostrados ao entrevistado em um papel circular, sem colocar nenhum nome como primeiro ou último. 


Margem de erro

A margem de erro é o máximo de erro que a pesquisa pode ter para alcançar 95% de nível de confiança. Ou seja, se a pesquisa for feita novamente em outro momento, ela precisa apresentar o mesmo resultado entre a margem de erro. Ficou confuso? Então vamos lá: 

A margem de erro padrão é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que, se o candidato tem 30% das intenções de voto, a pesquisa precisa considerar que ele terá entre 28% e 32% das intenções de voto.  O nível de confiança da pesquisa representa o número de vezes que ela poderá ser repetida – dentro do mesmo perfil de participantes da amostra – obtendo o mesmo resultado, considerando a margem de erro. Isso significa que se a pesquisa for aplicada 100 vezes, ela dará o mesmo resultado em 95% dos casos. 

Para eliminar a margem de erro, seria necessário um censo (que reúne todos os cidadãos do país), o que não é possível em casos de pesquisas eleitorais por falta de tempo e recursos.


Checagem 

Após as entrevistas, o instituto responsável pela pesquisa deve entrar em contato com cerca de 20% dos entrevistados para checar se os dados são compatíveis com os coletados, garantindo a confiabilidade da pesquisa.

Sendo assim, os dados são reunidos, contabilizados e liberados para conhecimento público. 


Registro da pesquisa

Todas as pesquisas devem ser registradas na Justiça Eleitoral, informando quem é o contratante, o valor da pesquisa, critérios de qualidade, margem de erro, metodologia, questionário e informações adicionais. 


As pesquisas podem influenciar nas estratégias de campanha dos candidatos e na decisão dos eleitores, por isso seguem critérios de confiabilidade e validez. 


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