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PIB, inflação, taxa Selic: o que esses indicadores econômicos dizem sobre a sua vida

Publicado em: 02/agosto/18   |   Autor: Artur Souza Costa

Um país possui muitos indicadores para analisar o desempenho da sua economia, no entanto, alguns deles são comentados com maior frequência no dia a dia pelos veículos de comunicação. Com isso, muitas pessoas estão familiarizadas com os termos econômicos usados, porém, estar familiarizado não significa ter uma boa compreensão do que são esses indicadores. Questionamentos como: por que eles são importantes, e também, como eles afetam as vidas dos brasileiros devem ser esclarecidos.

PIB

Provavelmente, o indicador mais conhecido seja o PIB (Produto Interno Bruto), ele tem como objetivo medir a atividade econômica do país nos setores da agropecuária, indústria e serviços. Essa métrica é calculada a partir da soma de tudo que é produzido nesses setores, esses dados são provenientes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas de que forma o PIB influencia a vida dos brasileiros?

Quando o PIB está em alta há mais dinheiro disponível no país, dessa forma, a renda das pessoas tende a crescer, o que leva ao aumento do consumo. Outro fator importante para a população é que esse aumento gera mais investimento no setor empresarial e, com isso, surgem novas vagas de emprego.

Balança Comercial

Outro indicador muito citado em telejornais é a Balança Comercial, mas o que isso significa?

Esse termo se refere a relação entre o que é exportado e o que é importado dentro de um país, portanto, se o valor das exportações no Brasil for maior que o valor das importações há um superávit da balança. Esse fenômeno gera uma valorização do real, ou seja, a população ganha poder de compra para importar produtos ou para gastar dinheiro no exterior. O superávit da Balança Comercial também gera uma diminuição da inflação do país, porque os preços dos produtos nacionais tendem a oscilar menos com a valorização do real, mas o que é a inflação?

Inflação

A Inflação é o indicador econômico que mede os preços de serviços, bens e produtos em um determinado período. Esses preços não aumentam de forma uniforme e proporcional aos salários da população. Aí que começa o problema para a população, porque dessa forma, as pessoas perdem poder de compra. Por exemplo: em 2017, uma pessoa gastava 1 real para comprar um pão francês, em 2018, a inflação cresceu 20%, ou seja, esse pão francês agora custa 1 real e 20 centavos, no entanto, seu salário cresceu apenas 10% em relação ao ano anterior, portanto, o poder de compra dela seria de 1 real e 10 centavos, devido a esse fator, ela precisa gastar mais dinheiro para comprar um pão francês em 2018 do que gastaria em 2017.

Taxa Selic

O juro é um termo econômico muito conhecido, ele é um ganho que se adquiri quando se empresta dinheiro a alguém ou a alguma instituição. Nesse contexto, há uma taxa de juros que é citada quase que diariamente nos veículos de comunicação brasileiros quando aborda temas relativos a economia, essa taxa se chama SELIC. A Selic é a taxa básica, estabelecida pelo governo, que define o piso dos juros no país. Ela serve de referência para os bancos fazerem empréstimos entre eles e fazerem aplicações em títulos públicos federais. A Selic não é utilizada como base para movimentação financeira entre pessoas físicas e empresas, apesar disso, ela influencia de forma direta a vida das pessoas, porque ela é usada pelos bancos para estabelecerem as taxas de juros do cheque especial, do cartão de crédito e da poupança. Portanto, quando a Selic cai, o poder de consumo da população tende a aumentar, possibilitando melhores condições de crédito, compras a prazo com juros menores do que quando ela está em alta. O brasileiro também pode se beneficiar quando a Selic está em alta, desde que tenha aplicações em rendimentos de renda fixa como a poupança ou o CDB (Certificado de Depósito Bancário). 



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