Fique por Dentro

No Dia da Mata Atlântica não temos muito o que comemorar

vista de cima de uma floresta. Na metade da direita vê-se o verde da copa das árvores e na esquerda os troncos de milhares de árvores derrubas e empilhadas
Publicado em: 27/maio/17   |   Autor: Clara Assunção

O quanto te orgulha a grandeza ambiental do Brasil? Relembrada pelas belas paisagens, por ser fonte de riqueza e instrumento de crescimento econômico, a relação dos brasileiros com os biomas do país está sempre sendo pautada por um discurso de defesa nacional, mas que de certa forma, ainda desconsidera a diversidade existente e o impacto das ações que desmatam o meio ambiente.

Rememorar neste dia 27 de maio, portanto, a Mata Atlântica que abrange 17 estados brasileiros, incluindo Argentina e Paraguai é reconhecer para além da dicotomia presente nesse tipo de discurso, o impacto das ações que ainda ocorrem e seguem devastando esta extensa floresta tropical.

O bioma da Mata Atlântica encontra-se hoje, reduzido a 12% do seu tamanho original e colecionando símbolos de destruição. Do pau brasil, o primeiro emblema a testemunhar a destruição do meio ao maior e mais recente, desastre ambiental ocorrido em Mariana, com o rompimento da barragem do Fundão, em Minas Gerais.

A existência de algumas atividades como a extração de madeira, construção de moradias e expansão das cidades, agricultura e industrialização, se impõem como barreira para políticas que assegurem a proteção ambiental da Mata Atlântica.

Com base na ideologia do Humanismo Sistêmico e na consideração da interação entre homem e sistema, refletir sobre as ações que podem interferir no processo de preservação da Mata Atlântica, é o primeiro passo para a construção de políticas que venham a fortalecer o vínculo dos mais de 145 milhões de habitante com a floresta.

A Lei  nº 11.428, aprovada em 2006, é um importante instrumento para preservar o pouco que ainda resta da Mata Atlântica, considerada a mais devastada do mundo. Mas a discussão de normas de ocupação do solo, licenciamento, privatização e planejamento social, precisam estar associadas a modos que permitam o crescimento sustentável e humanitário.

Na semana do Meio Ambiente, daremos um novo espaço para a discussão destas políticas de utilização dos recursos naturais.

http://fundacao1demaio1.hospedagemdesites.ws/wp/noticias/o-desperdicio-do-lixo-e-de-oportunidades-economicas/

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